
O Brasil carrega uma herança maldita: um Estado inchado, ineficiente e voraz que consome mais de 40% de toda a riqueza produzida pela nação. Enquanto o cidadão comum trabalha quase cinco meses por ano apenas para sustentar a máquina pública, os serviços essenciais continuam precários.
A ilusão do Estado provedor
Por décadas, fomos doutrinados a acreditar que o Estado é a solução para todos os problemas. Educação? Estado. Saúde? Estado. Emprego? Estado. Aposentadoria? Estado. Essa mentalidade estatizante criou uma cultura de dependência que mina a iniciativa individual e a responsabilidade pessoal.
A realidade, porém, é cruel: quanto mais o Estado promete, menos entrega. Nossas escolas públicas formam analfabetos funcionais. Nossos hospitais públicos têm filas intermináveis. Nossa previdência está falida. E ainda assim, a resposta da classe política é sempre a mesma: mais impostos, mais burocracia, mais Estado.
"Um governo grande o suficiente para dar tudo o que você quer é forte o suficiente para tirar tudo o que você tem."
O peso da burocracia
Para abrir uma empresa no Brasil, o empreendedor enfrenta um calvário burocrático que pode levar meses. São dezenas de alvarás, licenças, certidões e autorizações. Cada órgão público age como um pequeno feudo, exigindo taxas e impondo obstáculos. Não é coincidência que o Brasil figure consistentemente entre os piores países do mundo para fazer negócios.
Essa burocracia não é um bug — é uma feature. Ela alimenta um exército de funcionários públicos, cria oportunidades para corrupção e mantém o cidadão comum dependente de favores do poder. O excesso de regulação protege os grandes e estabelecidos, enquanto esmaga os pequenos e inovadores.
A carga tributária obscena
O brasileiro paga impostos de país nórdico para receber serviços de país africano. Nossa carga tributária ultrapassa 33% do PIB, mas a contrapartida é inexistente. O sistema tributário é tão complexo que empresas gastam mais de 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações fiscais — o pior índice do mundo.
Os impostos não apenas confiscam a riqueza do cidadão, mas distorcem toda a economia. Decisões empresariais são tomadas com base em otimização tributária, não em eficiência produtiva. Capital que poderia gerar empregos é desviado para pagar contadores e advogados tributaristas.
O caminho da liberdade
A solução não é reformar o Estado — é reduzi-lo drasticamente. Precisamos de um Estado mínimo, focado em suas funções essenciais: segurança, justiça e defesa nacional. Todo o resto deve ser devolvido à sociedade civil, ao mercado, às famílias e às comunidades locais.
Isso significa privatizar estatais, eliminar ministérios, acabar com privilégios de servidores, simplificar impostos e desregulamentar a economia. Não é uma agenda radical — é simplesmente o que países prósperos fizeram décadas atrás.
Medidas para reduzir o Estado
- 1.Privatização de todas as estatais não estratégicas
- 2.Reforma administrativa com fim da estabilidade automática
- 3.Simplificação tributária com imposto único sobre consumo
- 4.Desregulamentação massiva da economia
- 5.Descentralização de poder para estados e municípios
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