Voltar aos artigos
Política

O Estado gigante: inimigo da liberdade

Como o crescimento descontrolado do Estado sufoca a liberdade individual, a iniciativa privada e a prosperidade da nação brasileira.

12 de Janeiro, 2026
10 min de leitura
3.120 visualizações
O Estado gigante sufocando a liberdade

O Brasil carrega uma herança maldita: um Estado inchado, ineficiente e voraz que consome mais de 40% de toda a riqueza produzida pela nação. Enquanto o cidadão comum trabalha quase cinco meses por ano apenas para sustentar a máquina pública, os serviços essenciais continuam precários.

A ilusão do Estado provedor

Por décadas, fomos doutrinados a acreditar que o Estado é a solução para todos os problemas. Educação? Estado. Saúde? Estado. Emprego? Estado. Aposentadoria? Estado. Essa mentalidade estatizante criou uma cultura de dependência que mina a iniciativa individual e a responsabilidade pessoal.

A realidade, porém, é cruel: quanto mais o Estado promete, menos entrega. Nossas escolas públicas formam analfabetos funcionais. Nossos hospitais públicos têm filas intermináveis. Nossa previdência está falida. E ainda assim, a resposta da classe política é sempre a mesma: mais impostos, mais burocracia, mais Estado.

"Um governo grande o suficiente para dar tudo o que você quer é forte o suficiente para tirar tudo o que você tem."
— Thomas Jefferson

O peso da burocracia

Para abrir uma empresa no Brasil, o empreendedor enfrenta um calvário burocrático que pode levar meses. São dezenas de alvarás, licenças, certidões e autorizações. Cada órgão público age como um pequeno feudo, exigindo taxas e impondo obstáculos. Não é coincidência que o Brasil figure consistentemente entre os piores países do mundo para fazer negócios.

Essa burocracia não é um bug — é uma feature. Ela alimenta um exército de funcionários públicos, cria oportunidades para corrupção e mantém o cidadão comum dependente de favores do poder. O excesso de regulação protege os grandes e estabelecidos, enquanto esmaga os pequenos e inovadores.

A carga tributária obscena

O brasileiro paga impostos de país nórdico para receber serviços de país africano. Nossa carga tributária ultrapassa 33% do PIB, mas a contrapartida é inexistente. O sistema tributário é tão complexo que empresas gastam mais de 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações fiscais — o pior índice do mundo.

Os impostos não apenas confiscam a riqueza do cidadão, mas distorcem toda a economia. Decisões empresariais são tomadas com base em otimização tributária, não em eficiência produtiva. Capital que poderia gerar empregos é desviado para pagar contadores e advogados tributaristas.

O caminho da liberdade

A solução não é reformar o Estado — é reduzi-lo drasticamente. Precisamos de um Estado mínimo, focado em suas funções essenciais: segurança, justiça e defesa nacional. Todo o resto deve ser devolvido à sociedade civil, ao mercado, às famílias e às comunidades locais.

Isso significa privatizar estatais, eliminar ministérios, acabar com privilégios de servidores, simplificar impostos e desregulamentar a economia. Não é uma agenda radical — é simplesmente o que países prósperos fizeram décadas atrás.

Medidas para reduzir o Estado

  • 1.Privatização de todas as estatais não estratégicas
  • 2.Reforma administrativa com fim da estabilidade automática
  • 3.Simplificação tributária com imposto único sobre consumo
  • 4.Desregulamentação massiva da economia
  • 5.Descentralização de poder para estados e municípios

Compartilhe este artigo:

Faça parte do movimento

Junte-se ao Clube Endireitando e tenha acesso a conteúdos exclusivos, eventos e uma comunidade comprometida com a liberdade.

Quero ser membro